A melhor dispersão com os dispersores DISPERMAT é conseguida quando a geometria no recipiente, o diâmetro, a velocidade periférica, a distância do disco ao fundo, bem como as propriedades da mistura, estão ideais.
Após misturar os componentes líquidos e sólidos, a dispersão acontece pelo aumento da rotação em um movimento rotativo sem turbulência no qual a mistura se movimenta sem que nenhuma zona fique parada no recipiente.
Forma-se um anel onde é possível avistar o centro do disco. Este vortex é também chamado de efeito doughnut.
O ajuste do anel mostra ao usuário do dispersor que foi conseguido desenvolver energia mecânica na massa, de outro lado também que a massa será toda dispersa e que todas as partículas estarão em contato com o disco em rotação.
O efeito doughnut formase por um fluxo laminar da massa, quando ela é impulsionada tangencialmente pelo disco em alta velocidade resultando em compressão e cisalhamento até na parede do recipiente onde acontece a descompressão que melhora a umectação. O fluxo se divide e a parte inferior corre pelo fundo retornando no meio onde se encontra novamente com o disco, a outra parte sobe retornando ao centro do disco.
O fluxo com efeito doughnut é ajustado com adição suficiente de sólidos.
Se a mistura tiver poucos sólidos estará com a viscosidade muito baixa, começando a respingar e espumar durante a dispersão, diminuindo o cisalhamento e conseguentemente a eficiência da dispersão.
Ao contrário se houver muitos sólidos na mistura a viscosidade estará muito alta, ocorrendo a formação de buracos na massa que impedirão a formação do anel e circulação normal da mesma.